Tuesday, December 08, 2009

pa[ciência]



Um dia
certo Dia
cultivarei
pa[ciência]
com a arte do amor

Saturday, November 14, 2009

partículas de prazer


existe nela
partículas
de
tranquilidade
olhares descansados
nela e por ela
com jeito e de forma
genuína alcanço
o meu prazer

Thursday, November 12, 2009

das estórias de encantar

pegou no dedo,
brincando brindou,
a ti,
a ti,
e a ti também,
pegou no dedo
pousando ao de leve
em cima de cada cabeça,
gostava mesmo de Vos ter por cá mais vezes,
fez birra,
protestou,
mas por vezes
nada dessas coisinhas despropositadas conseguiam atingir o fim,
o inicalmente desejado,
ter-vos aqui
frequentemente.
bebeu outro golo,
brindou sozinha,
quantas vezes mais iria acontecer,
o frio,
a falha entre os dedos,
tudo isso apenas servia para o reflexo
do que melhor que ningém ela sabia,

ainda não tinha sido desta ...
logo ela que não gosto do silêncio

Na razão

do
ano zero
do antes de
...
quero acreditar,
ninguém ambiciona morrer
em reais segundos verdadeiramente
ninguém deseja a morte
acredita em certo arranjo que apenas ela beneficiaria
a si e aos seus que a rodeiam
quem pensa a desejar
está cega
quando apenas vislumbra tal pessoa como A solução
em tempos estive cega
naqueles momentos em que apenas a via como A única saída
de tal forma cega que só a ela a via
interiorizei de tal forma que impregnou em minha pele
colada sentia como a mais valia para todos
a melhor solução
para os que rodeando-me e não a viam.

a cegueira era de tal forma descomunal
respirei todos os segundos, minutos atrás de hora
até
acordar pelo abraço de uma criança
coisa pouca pois era meu filho
por mero acaso
acredito que desejar a morte possa bem ser
o ano zero
por não ser legitimo antecipar
o que não está predestinado a ser
assim como não considero legitimo
questionar julgar
quem apenas nos pede a mão
enquanto que nós
cegos
não a vimos, nem à mão nem o fosso
provavelmente terá sido
esta proximidade à linha ténue
que jamais esquecerei a mão
que um dia olhando para mim
puxou trazendo o meu eu
de volta à razão!

Wednesday, November 11, 2009

pensamento divergente

perdeu a cintura
redonda tornou
tal qual a bola
redonda e sem compostura
perdeu a cintura
a que estava para o mundo
como o zero que nada vale
e se o zero
é cheio de nada
como está cheio afinal?

perdeu a cintura
tombando
na recta, quase final!

Wednesday, November 04, 2009

a[cerca] do estado


perdida
no meio de todos

a noite abraçou, na sua força maior
envolvendo-a num carinho desmesurado
tinha medo
medo de tanta coisa, medo de si.

certamente seria
a estrela mais pequena
daquele universo
e sorria
estremecendo
entre partículas de sal

sinto o que escreves
em cada palavra
revejo mentiras traições
bailando
a musica devolve
és feia

Saturday, October 31, 2009

a estrela

Alastair Magnaldo




Abraçar a felicidade

simples

[mente]

inatingível.

Friday, October 30, 2009

amolador de sons

Alastair Magnaldo
ao longe
o vento retribuía o som

o som do amolador
e ela ouvia e ele assobiava
vem dai chuva
sussurrava sua mãe

a verdade
essa coincidia


numa chuva
como num baile
onde a mistura de odores
confundem odores de saudade e de mar

e ela já não sabia o que ali fazia

fecha os olhos e beija o sol
pisca olhares aos sonhos da lua nova
se assim o entenderes

sabes o gosto ocre
da sensação do nunca ir acontecer

e acordas
onde raios paira o mar?
quero nele naufragar

vem meu amor
chorar teus olhos nos meus
embalando sonhos nossos da lua nova.

a linha errante

Alastair Magnaldo
não sabia muito bem
em que parte
a parte estava perdida,
a vida essa,
metamorfoseara tudo
num sentido único
o de não fazer sentido algum.
num lógico certamente seria o azul,
aquele momento cruzado
entre o conforto de um polar
e a magia de um olhar,
através de um balão

o balão de ar quente.
qual rapto
qual escape
o melhor dos sabores
encontras junto ao pote
onde a ousadia surpreende
a ... inércia em que a vida nos cimentou.
pouco mais havia para relatar,
a vida essa comprara bilhete
e a este momento,
circulava já pela linha errante.
acorda esse embaraço!
Ousa a felicidade
invadir
infiltrar
ousa reagir
à famosa linha errante.

Sunday, October 18, 2009

Refúgios



Numa altura
em que as palavras descansam
em mim
inspirar
expirar
e
correr

Fortalecendo idéias Mercúrio em conjunção com mercúrio natal










Atenção bluesY:




Entre os dias 18/10 (Hoje) e 27/10, você estará vivendo o seu aniversário de Mercúrio!
Esta é uma fase de valor singular, pois é quando o planeta Mercúrio completa um ciclo revolutivo em torno do Sol, voltando para a mesma posição em que estava no momento em que você nasceu.
Este momento é traduzido como uma fase de renovação da mente, de redefinição das suas prioridades no que diz respeito a objetivos e empreitadas de curto e médio prazo.
Sua mente fica poderosa nesta fase, de modo que lhe parecerá mais fácil chegar a conclusões a respeito dos problemas que você tem para resolver.
O aniversário de Mercúrio é uma fase em que novas idéias transbordam.




Wednesday, October 14, 2009

lamentos/tormentos

as pessoas adoram falar
de quase tudo e quase nada
cada vez mais
e eu,
cada vez menos
com paciência,
em as escutar
será possível
só eu sentir este a[mar]
sem ar
vazio
só de tão só
faço um esforço
de boca cerrada,
num tormento
as palavras dançam com os gestos
enlaçadas, de fio em fio
e eu, enlaço tudo e todos
lamento
será possível
des[sentir]
de olhos trocados
pelas lágrimas regresso
ao meu canto
com o sonho pela mão
e de boca
sempre fechada.






Monday, October 12, 2009

Um Abraço do Tamanho do Nosso Mundo

Alastair Magnaldo




Gosto especialmente

sonhar acordada



da ingenuidade

simplicidade


de quem ainda não sofreu

as crianças são ainda o melhor de tudo



sempre existirá a solidão
pior que ela
só mesmo
quando estamos sós mesmo acompanhadas/os



inatingíveis
olhos





Recebi estas perguntas,
seladas num abraço,
confesso
dificuldades em seguir correntes
mas
os tempos, também tudo mudam
e eu, sorry, alterei o sentido



Quem mais gostas de abraçar no presente?
os meus filhos,
o meu amor, o meu pai, os meus amigos
Quem nunca abraçarias?
não sei, honestamente não faço a mínima
Quem davas tudo para poder abraçar?

a minha mãe


a resposta seguinte, não tem nenhuma pergunta implícita,
mas estava assim cheiinha de vontade para sair,
e aqui vai ela:

adorava abraçar uma causa maior,
algo que fizesse a diferença em certo grupo de pessoas,
numa comunidade, onde o carinho e cuidados primários teimam em acordar.